Governo Bolsonaro pede ajuda aos “comunistas”

O governo Jair Bolsonaro tinha um projeto para mudar o Imposto de Renda. Sua base parlamentar, agrupada no Centrão, liquefez a proposta e produziu um emaranhado cujo resultado matemático não fecha — não se paga, nas contas federais, estaduais e municipais.

Por três vezes, neste mês, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), promoveu reuniões com líderes dos partidos e saiu acreditando na existência de um acordo para votação. O experiente Lira acabou surpreendido no plenário: fracassou na condução dos acordos, e não houve votação.

A derrota, nesta semana, foi acachapante: 399 deputados a favor da retirada do projeto da pauta de votações contra 99. A dimensão do veto na Câmara foi muito significativa, com 91 votos a mais do que o mínimo necessário, por exemplo, para se aprovar uma emenda constitucional (308 votos).

Isso, claro, jamais seria possível sem a contribuição dos partidos do Centrão, do qual Lira é o principal líder na Câmara, grupo que detêm as chefias da Casa Civil e da Secretaria de Governo da Presidência da República.

Diante da confusão, o governo teve uma ideia: resolveu conversar com “os comunistas”, ou seja, a oposição.

Paulo Guedes, ministro da Economia, apresentou o convite ao líder do bloco oposicionista, Alessandro Molon (PSB-RJ). Lembrou um objetivo comum, a taxação dos dividendos de acionistas de empresas, defendida pelo PT, entre outros, mas que não aconteceu nos governos Lula e Dilma. Molon aceitou.

À princípio, a reunião aconteceria na próxima terça-feira. Mas há resistências, tanto no governo Bolsonaro quanto no bloco dos “comunistas”.

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