Americanos esvaziam prateleiras de supermercados antes de novos lockdowns

O aumento do número de infecções pelo novo coronavírus nos Estados Unidos está motivando a população a estocar produtos básicos novamente, temendo a implementação de novos lockdowns. Com isso, supermercados em Washington, Califórnia, Virgínia, Indiana, Ohio, Nova Jersey, Nova York, Michigan e Missouri ficaram sem estoque e com prateleiras totalmente vazias.

Segundo a agência de notícias Associated Press (AP), a cadeia de supermercados Walmart, uma das maiores dos Estados Unidos, está com dificuldade em responder à elevada procura por produtos de higiene. Já as redes Kroger e Publix estão limitando a quantidade de papel higiénico e de lenços de papel que os consumidores podem comprar por vez depois de um enorme aumento da procura. A Amazon anunciou que seu estoque de lenços desinfetantes e de papel também está esgotado.

O papel higiénico lidera entre os itens mais buscados. Segundo uma pesquisa realizada no último mês pelo instituto de mercado IRI, 21% das prateleiras que exibem o produto estão vazias a nível nacional, um novo recorde. Os demais produtos de higiene e limpeza mantiveram o valor de 16% do início da pandemia, enquanto antes da crise a média era de 5% a 7% de prateleiras vazias.

A busca em massa por produtos de limpeza e a necessidade de algumas pessoas de fazer estoque de alimentos relembra o que aconteceu nos primeiros meses de pandemia, antes da implementação de quarentenas rígidas. Nas últimas semanas, com o aumento no número de novos casos da Covid-19 e o anúncio da volta do lockdown em algumas regiões do país, muitos americanos decidiram retomar o hábito.

Na segunda-feira 16, os governadores de Nova Jersey, Califórnia, Ohio e Iowa anunciaram novas restrições, como a proibição de reuniões no Dia de Ação de Graças, que será celebrado na próxima quinta-feira, 26. Ao menos 40 estados relataram aumentos recordes no número diário de casos de Covid-19 este mês, enquanto 26  estados relataram novos picos nas hospitalizações, de acordo com a agência Reuters.

Contudo, o presidente da Associação de Marcas de Consumo dos EUA, Geoff Freeman, disse que não espera que, desta vez, tantas pessoas corram aos supermercados para fazer estoque como no início do ano, já que os confinamentos são mais localizados e a maioria da população está mais preparada.

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