Argentina combinará vacinas para completar campanha contra Covid-19

O governo da Argentina anunciou que combinará vacinas contra a Covid-19 desenvolvidas por diferentes farmacêuticas para completar os cronogramas de imunização diante do risco representado pela chegada da variante delta. A ministra da Saúde, Carla Vizzotti, declarou em entrevista coletiva na quarta-feira 4 que a decisão foi tomada após a obtenção dos primeiros resultados satisfatórios nos estudos de combinação de imunizantes que estão sendo realizados no país.

O recebimento de uma segunda dose de um laboratório diferente será opcional, o que significa que as pessoas podem optar por esperar até que as segundas doses da vacina já recebidas estejam disponíveis. A prioridade será de quem foi inoculado há mais tempo e daqueles que têm pelo menos 50 anos de idade ou apresentam fatores de risco.

A Argentina começou a realizar estudos de vacinas combinadas em julho devido a atrasos na chegada do imunizante Sputnik V, fabricado na Rússia. Vizzotti disse que os dados obtidos nas duas primeiras semanas de pesquisa em Buenos Aires foram “satisfatórios e encorajadores” em termos de segurança, anticorpos gerados e a capacidade de neutralizar o vírus Sars-CoV-2.

Os estudos de combinação de vacinas continuam na capital e em toda a província de Buenos Aires, e na última segunda-feira começou o recrutamento de voluntários para se juntarem às pesquisas nas províncias de La Rioja, San Luis e Córdoba.

Por enquanto, a vacina Sputnik V será combinada com as desenvolvidas por Moderna e AstraZeneca. A possibilidade de uma combinação com a da Sinopharm continuará sendo estudada, e o imunizante da CanSino também será incorporado à pesquisa no futuro.

Vacinação até agora

A Argentina, com uma população de cerca de 45 milhões de habitantes, iniciou sua campanha de vacinação contra o coronavírus no final de dezembro. De acordo com dados oficiais, 32,9 milhões de doses foram administradas até o momento, e 7,5 milhões de pessoas já tomaram a segunda dose.

Tendo em vista a chegada da variante delta do coronavírus, cujos primeiros casos não ligados a viajantes do exterior foram relatados na semana passada, as autoridades sanitárias na Argentina concordaram em priorizar a aplicação da segunda dose, particularmente nas populações de maior risco.

Vizzotti declarou que o “objetivo mínimo” é garantir que 60% dos maiores de 50 anos completem o cronograma de vacinação até o fim deste mês. Segundo a ministra, são necessárias 2,3 milhões de doses para atingir a meta, um volume de vacinas que, segundo ela, está garantido.

(Com EFE)

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