Atirador deixa ao menos um morto em escola nos EUA

Uma pessoa morreu e outra, um policial, ficou ferida após a ação de um atirador em uma escola em Knoxville, no estado americano do Tennessee, nesta segunda-feira, 12. Segundo a polícia, agentes atenderam um chamado sobre uma pessoa armada no local e, ao chegarem à escola de ensino médio Austin-East, foram recebidos a tiros.

O suspeito, que não teve sua identidade revelada, foi detido e a causa do ataque ainda não foi esclarecida.

Em publicação no Twitter, o superintendente das escolas da cidade, Bob Thomas, confirmou o incidente, sem detalhar os eventos. A pequena cidade de Knoxville fica entre a capital Nashville e Charlotte e é considerada uma região relativamente segura e pacata.

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“O prédio foi resguardado e os estudantes que não se envolveram no incidente foram liberados para suas famílias”, afirmou.

Uma base para que os pais pudessem encontrar seus filhos foi montada no campo de beisebol atrás da escola, com um esquema de segurança reforçado.

O incidente acontece menos de uma semana depois de o presidente americano, Joe Biden, anunciar novas medidas de controle contra o que chamou de “epidemia de armas de fogo”. No final de março, após um massacre no Colorado que deixou dez mortos, o democrata já havia pedido ao Congresso que aprovasse “imediatamente” medidas para reforçar o controle de armas no país. Poucos antes, no dia 17 de março, outro ataque a tiros em três casas de massagens em Atlanta, na Geórgia, deixou oito mortos.

Em particular, Biden anunciou novas medidas do Departamento de Justiça contra as chamadas “armas fantasmas” — armas caseiras que não podem ser rastreadas porque não têm números de série. Alguns desses armamentos podem ser fabricados em cerca de 30 minutos usando kits e peças compradas na internet. 

Entre as medidas também estão investimentos em prevenção de violência e um modelo de “lei de bandeira vermelha” que estados podem usar para esboçar suas próprias versões. Leis de bandeira vermelha permitem que tribunais e autoridades locais removam armas de pessoas que são consideradas riscos à comunidade.

O debate sobre o controle de armas é periodicamente reacendido nos EUA quando ocorrem tiroteios em massa, mas a Associação Nacional de Rifles (NRA, na sigla em inglês) e poderosos aliados no Congresso impediram que medidas de controle de armas fossem aprovadas nos últimos anos.

Qualquer esforço para levar os Estados Unidos em direção a um maior controle de armas tem sido historicamente difícil, com democratas a favor e republicanos em grande parte contra.

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