Banksy financia barco para resgatar refugiados no Mediterrâneo

O artista britânico Bansky financiou a compra de um barco de resgate para socorrer refugiados à deriva no Mar Mediterrâneo, informa o jornal britânico The Guardian.

A embarcação, batizada de Louise Michel, uma feminista e anarquista francesa do século XX, partiu em segredo no dia 18 de agosto do Porto de Burriana, na Espanha, com destino ao mar aberto. O navio, que é menor que os costumeiros navios de resgate porém mais rápido, ainda continua em mar aberto e já resgatou 89 pessoas, incluindo 14 mulheres e quatro crianças.

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O barco agora busca um local para aportar e desembarcar os migrantes. Banksy financia todo o projeto com o lucro obtido com a venda e divulgação de obras de arte com a temática da migração. O artista é pintor de grafite, pintor de telas, ativista político e diretor de cinema.

A tripulação é compostas por ativistas europeus que já foram responsáveis pelo resgate de mais de 100 pessoas a bordo de outros navios e se juntaram para essa nova missão.

A ativista Pia Klemp, que já comandou diversas missões na região e trabalhou para a ONG Sea Shepherd, foi escolhida como capitã. Segundo o jornal britânico, Bansky decidiu financiar o projeto e entrou em contato com Klemp em 2019.

“Olá Pia, conheci você por conta das histórias nos jornais“, escreveu o artista em um e-mail enviado à ela. “Sou um artista do Reino Unido e fiz alguns trabalhos sobre imigração, obviamente não posso ficar com o dinheiro. Você pode usá-lo para comprar um barco ou alguma coisa do tipo? Por favor, me avise. Bansky.”

O barco, de bandeira alemã, pertencia às autoridades francesas. Para o resgate dos imigrantes foi pintado de branco com detalhes rosas, além de exibir uma obra de Bansky na lateral do casco. O desenho mostra uma menina de colete salva-vidas segurando uma boia em formato de coração.

ONGs humanitárias atuam no Mar Mediterrâneo para resgatar imigrantes que tentam fazer a travessia da Líbia para a Europa em barcos precários, que correm risco de ficar à deriva.

Outro perigo que os imigrantes enfrentam é a possibilidade de serem capturados pelas guarda costeira líbia e serem levados a campos de concentração. Segundo a Organização Internacional para a Imigração, mais de 7.600 pessoas foram interceptadas e levadas de volta à Líbia.

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