Chile já imunizou 16% da sua população contra a Covid-19

O Chile superou nesta terça-feira 23 a marca de 3 milhões de pessoas vacinadas contra a Covid-19 desde que iniciou a campanha de imunização em massa, há 20 dias, atingindo 70% da população alvo e mais de 16% da população total ao menos com a primeira dose.

“Isto deve nos encher de orgulho”, comemorou o ministro da Saúde chileno, Enrique Paris, que considerou o índice “um feito” e enalteceu as pessoas responsáveis pela atenção primária à saúde, os prefeitos e a capacidade do Estado de poder realizá-la. “Mais de 50% dos vacinados têm mais de 65 anos de idade, o que é precisamente um dos objetivos que nos propomos, vacinar principalmente os idosos”, destacou.

Paris exaltou também o trabalho das autoridades sanitárias, a rede de instalações de saúde que operam no país e a capacidade logística do Estado para realizar a vacinação em massa.

Posicionado como o país que lidera o processo de vacinação na América Latina, o Chile tem uma campanha baseada na extensa rede de atenção primária distribuída por um território de mais de 4,2 mil quilômetros.

De acordo com os registros do Our World Data, da Universidade de Oxford, até domingo o Chile ficou em quinto lugar no mundo na administração de mais vacinas por 100 habitantes, atrás apenas de Israel, dos Emirados Árabes, do Reino Unido e dos Estados Unidos.

Desde meados de dezembro, o país vem atravessando um aumento sustentado de casos no meio do verão, embora nos últimos dias o número de novas infecções tenha tendido a se estabilizar em torno de 3.000 por dia.

Durante o último mês, a população em quarentena diminuiu de mais de 20% para menos de 10%, com a maioria da capital passando para fases que permitem a abertura de bares, cinemas e academias de segunda a domingo, e com a expectativa de que as aulas presenciais sejam retomadas em 1º de março.

Até hoje, mais de 800.000 pessoas foram infectadas pelo coronavírus no país, um patógeno que causou a morte de mais de 20 mil pessoas, como confirmado pelas autoridades sanitárias. Em estado de emergência até março e sob avaliação constante do governo, o Chile abriu suas fronteiras em novembro e exige uma PCR negativa e uma quarentena de dez dias para todas as pessoas que chegam do exterior.

(Com EFE)

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