Cidade italiana ressurge depois de 70 anos submersa

Parece coisa de filme. Ou série, como a produção italiana que a Netflix lançou no ano passado e que se passa em Curon, vilarejo do Tirol do Sul, no norte da Itália, na fronteira com a Áustria e a Suíça. É lá que fica o Lago Resia, um dos cartões postais mais famosos da região. Das águas desse lago artificial emerge o campanário de uma igreja do século XIV que foi submersa há mais de 70 anos. Uma drenagem de manutenção expôs, pela primeira vez, as entranhas da cidade inundada em 1950.

A história, no entanto, começa muito antes. A Itália anexou o Tirol do Sul do Império Austro-Húngaro em 1919, no fim da I Guerra Mundial. Depois disso, o governo fascista de Benito Mussolini apresentou um projeto para inundar a área entre duas bacias vizinhas e criar o Lago Resia. Com a II Guerra Mundial, esse plano foi postergado. Mas no fim da década de 1940, as autoridades italianas conseguiram levar adiante a ideia original, a fim de alimentar uma barragem para uma usina hidrelétrica.

Durante a realização do projeto, 163 casas e quase 1.300 acres de terra cultivada foram inundados, apesar da resistência da população. Toda a aldeia de Curon ainda está sob as águas do Lago Resia, com exceção do campanário. Uma nova aldeia foi reconstruída em uma lugar mais alto. Com uma capacidade de 120 milhões de metros cúbicos, este lago artificial é o maior da província. A superfície tem 6,6 quilômetros quadrados de área.

O campanário foi deixado como um memorial histórico e, em 2009, foi restaurado para reparar rachaduras. Nos meses de inverno, quando as águas congelam, é possível caminhar até a torre. Uma lenda diz que durante a estação fria ainda se pode ouvir os sinos das igrejas. Na realidade, os sinos foram removidos da torre em 18 de julho de 1950.

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