Grupo processa Facebook por falhar em remover publicações antimuçulmanas

A organização americana de direitos civis Muslim Advocates entrou com uma ação contra o Facebook e seus executivos no Distrito de Columbia, Washington. No processo, alega que o CEO da empresa, Mark Zuckerberg, fez declarações “falsas e enganosas” ao Congresso quando disse que a rede social remove de suas páginas o discurso de ódio e outros materiais ofensivos que violam suas regras.

O Facebook, diz o processo, foi repetidamente alertado sobre discursos de ódio e apelos à violência em sua plataforma e não fez nada ou fez muito pouco. Fazer declarações falsas e enganosas sobre a remoção de conteúdo odioso e prejudicial viola a lei de proteção ao consumidor do Distrito de Columbia.

“Todos os dias, pessoas comuns são bombardeadas com conteúdo prejudicial, que viola as próprias políticas do Facebook sobre discurso de ódio, bullying, assédio, organizações perigosas e violência”, diz o processo. “Ataques odiosos e anti-muçulmanos são especialmente difundidos no Facebook.”

Em um comunicado, o Facebook disse que não permite discurso de ódio em sua plataforma e que trabalha regularmente com “especialistas, organizações sem fins lucrativos e partes interessadas para ajudar a garantir que o Facebook seja um lugar seguro para todos”, reconhecendo que a retórica antimuçulmana pode ter diferentes formas.

A empresa com sede em Menlo Park, no estado da Califórnia, disse que investiu em tecnologias de inteligência artificial destinadas a remover o discurso de ódio e detecta proativamente 97% do que remove. O Facebook se recusou a comentar além do comunicado, que não abordou as alegações do processo de que não removeu o discurso de ódio e os grupos antimuçulmanos de sua plataforma, mesmo depois de ter sido notificado de sua existência.

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