Joe Biden irá lançar força-tarefa para combate à Covid-19

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, promete que vai começar seu esforços para combater a Covid-19 nesta segunda-feira, 9, quando deve anunciar uma força tarefa de seu governo com  12 integrantes. A força-tarefa será a primeira medida de transição de Biden, dando sinais de como este assunto será importante em seu governo e também já mostrando os rumos que deve dar para que os Estados Unidos combatam a doença. Neste fim de semana, o número de casos no mundo ultrapassou 50 milhões depois que vários países, incluindo os Estados Unidos, começaram a conviver com uma nova onda do coronavírus.

O grupo terá diversos especialistas, entre os líderes estão o ex-cirurgião-geral Vivek Murthy, o ex-comissário da Food and Drug Administration (FDA), David Kessler, e a Dra. Marcella Nunez-Smith, da Universidade de Yale.

Biden só assume no dia 20 de janeiro, mas em seu site de transição ele promete que levará em conta a ciência acima de tudo e lista uma série de medidas que irá tomar para combater o vírus. Ele diz que vão trabalhar para que todos os americanos tenham acesso a testes, nem que para isso seja feita uma operação de guerra para sua produção. 

O uso da máscara passará a ser obrigatório em todo país. A produção de equipamentos de proteção individual será garantida sob a Lei de Produção de Defesa para que não falte em nenhum estado, cidade ou tribo. Ele diz ainda que as autoridades sanitárias vão fornecer orientações baseadas em evidências científicas para que sejam tomadas decisões sobre novos isolamentos e como as escolas serão preparadas para enfrentar a pandemia. Ele também promete investir 25 bilhões de dólares na vacina  e garantir que toda a população seja vacinada.

Na parte econômica, as propostas incluem um pacote emergencial para poder equipar as escolas adequadamente. A criação de um fundo para ajudar os governos estaduais e locais a prevenir déficits orçamentários e assim evitar que professores, socorristas e outros trabalhadores essenciais não sejam demitidos. Ele também diz que vai prolongar o seguro desemprego e promete criar um corpo de empregos em saúde pública. Outra medida será  oferecer um “pacote de reinicialização” que ajudará as pequenas empresas a cobrir os custos operacionais com segurança.

O presidente eleito também está se comprometendo a estabelecer uma força tarefa para supervisionar as disparidades raciais e étnicas na saúde pública e dar respostas econômicas, além de planos para proteger os grupos de risco da doença. O documento diz ainda que sua gestão vai “reconstruir e expandir as defesas para prever, prevenir e mitigar ameaças de pandemia, incluindo aquelas vindas da China”. Os Estados Unidos, sob a liderança de Biden, também devem voltar a fazer parte da Organização Mundial da Saúde, com quem Trump rompeu ligações, inclusive cortando financiamento.

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