Na semana da posse de Joe Biden, o Parler aparentemente está de volta

A rede social mais controversa do momento parece estar retornando uma semana depois de ter sido banida do serviço de internet da Amazon e de ter seu aplicativo retirado tanto do Google quanto da Apple. A notícia foi dada pelo próprio CEO do Parler, John Matze, neste domingo. A rede social tem perfil de direita e a maioria de seus usuários apoia Donald Trump, que deixará o cargo em 20 de janeiro, dia da cerimônia de posse do novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Amazon, Google e Apple alegam que irão banir qualquer rede social ou veículo que esteja insuflando tumultos como aquele que resultou na invasão do Capitólio, o parlamento americano, na capital Washington, no último dia 6.

A iniciativa das três big techs americanas não passou incólume: defensores da liberdade de expressão afirmam que as empresas que controlam a internet, incluindo também o Facebook, estariam cerceando o direito de livre trânsito de ideias dos conservadores, tema abordado por VEJA nesta semana.

O Parler estaria sendo hospeado agora pelo provedor de serviços de internet Epik, cujo perfil estaria associado à extrema-direita nos Estados Unidos. A Epik, entretanto, não confirma a informação.

A rede social ainda enfrenta outros problemas, como a perda de patrocinadores e anunciantes, que também a acusam de incentivar a invasão em Washington. Outros provedores nos Estados Unidos seguiram a decisão da Amazon, que está sendo processada por atitude arbitrária e formação de cartel.

Em mensagem aos usuários, Matze disse que iria “resolver qualquer desafio que se impõe e que planeja dar as boas-vindas a todos em breve”.  Apesar de não dizer quando esse “breve” seria, o Parler pode estar de volta antes ou no dia da posse de Biden, fazendo escalar a tensão que já está nas alturas nos Estados Unidos.

 

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