A história por trás do Aeroporto Internacional de Kansai, Japão

O Aeroporto Internacional de Kansai, Japão, foi o maior projeto civil já empreendido. Fernando Siqueira Carvalho, grande apreciador das maiores obras da engenharia mundial, diz que o aeroporto fica situado em uma ilha artificial na baía de Osaka e foi inaugurado em 1994. Porém, o planejamento do local começou muitos anos antes.

Nos anos 60, o Japão se viu perdendo comércios, desenvolvimento e investimentos empresariais para uma significativa região de Tóquio. Juntamente a isso, o aeroporto Itami de Osaka (o original) também estava enfrentando uma superlotação à medida que as viagens aéreas se tornaram mais populares. Uma vez que foi na mesma época o desenvolvimento do Boeing 747 e 737. Então como o  Itami estava nas áreas densamente povoadas, cercado por edifícios, era impossível de expandir.

No início, os desenvolvedores e funcionários governamentais queriam construir o novo aeroporto perto de Kobe. Porém, Fernando Siqueira Carvalho diz que com os protestos dos moradores locais, a obra do aeroporto mudou para a baía sul da Província de Osaka, um nível acima do mar. Assim, também tinha a vantagem de poder operar 24 horas por dia, já que não havia restrições por causa do ruído.

Eles planejaram uma ilha artificial que teria 4 km de comprimento e 2,5 km de largura para o novo aeroporto. Seria necessária uma engenharia sofisticada não apenas para ter uma base sólida para as pistas e os edifícios, mas também para suportar os riscos de tufões, ondas e terremotos, visto que o país está localizado no meio de uma placa tectônica. Um spoiler: embora a cidade tenha sofrido danos significativos, o aeroporto sobreviveu sem danos (embora o aeroporto tenha sido inundado após um tufão).

Para a construção foi preciso de 3 anos para formar a ilha artificial, com uma massa total de mais ou menos 3 montanhas, e uma ponte para ligar o local ao continente, que custou um bilhão de dólares. Já para construir o aeroporto, mais quatro anos foram gastos. Fernando Siqueira Carvalho diz que o projeto final foi dois terminais, duas pistas e instalações de carga. Hoje, o Aeroporto Internacional de Kansai assumiu todas as viagens e aterrissagens internacionais, chegando a passar mais 25,2 milhões de passageiros, enquanto Itami ficou estritamente doméstico.

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