A ficha da tropa de choque de Bolsonaro contra a CPI da Covid-19

A tropa de choque do presidente Jair Bolsonaro para tentar ao menos minimizar os estragos da CPI da Covid-19, que deverá ser instalada pelo Senado nesta terça-feira, 13, tem ao menos quatro parlamentares enrolados com a Justiça.

O mais notório deles é o chefe da tropa, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais líderes do Centrão, o bloco parlamentar que emprestou o seu apoio ao presidente no Congresso: ele é alvo de ao menos três inquéritos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo levantamento feito pelo site especializado Congresso em Foco.

Os três inquéritos tratam de denúncias oferecidas pela Operação Lava-Jato e envolvem as acusações de recebimento de dinheiro para que o PP apoiasse o governo de Dilma Roussef, de participaçãpo em um esquema de corrupção envolvendo a empreiteira UTC em obras do Ministério das Cidades no Piauí e de recebimento de dinheiro ilegal da Odebrecht para campanhas eleitorais. No mês passado, Ciro teve dois inquéritos da Lava-Jato arquivados pela Segunda Turma do STF, ambos relativos a supostos esquemas de propina na Petrobras.

Outro enrolado com a Justiça é o senador Izalci Lucas (PSDB-DF), alvo de quatro inquéritos, também segundo o Congresso em Foco. Dois deles são relativos a acusações de fraude em licitação e desvio de dinheiro quando ele era secretário de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal. Os outros dois processos são relativos a irregularidades em contas eleitorais.

Outro parlamentar que tem atuado em defesa de Bolsonaro e que está enrolado com a Justiça é o filho Zero Um do presidente, Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), que foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro acusado de chefiar um esquema de desvio de salários de servidores quando era deputado estadual.

Ele levou ao Conselho de Ética uma representação contra o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), que gravou e divulgou uma conversa com o seu pai, no qual ambos falam em ampliar o escopo da CPI para investigar também governadores e prefeitos e em dar andamento a pedidos de impeachment contra ministros do STF.

Por fim, o próprio líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), é alvo de três inquéritos por irregularidades em contratos quando era secretário no governo de Eduardo Campos, em Pernambuco, e quando era ministro no governo Dilma Roussef. Em setembro de 2019, ele chegou a ser alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal em seu gabinete no Senado.

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