A rachadinha não para

A tentativa de nomeação da personal trainer Nathália Queiroz, a filha de Fabricio Queiroz, para um cargo no governo do Rio de Janeiro mostra que a prática da rachadinha continua. Nela, o que existe é: há sempre uma boquinha pública para alguém do “esquema”.

No Gabinete do então deputado Flavio Bolsonaro, era o papel de Queiroz distribuir alguns cargos públicos para a sua família e para as famílias de outros do mesmo círculo, como o miliciano Adriano Nóbrega.

Agora, o mesmo Queiroz, após ganhar a liberdade, vai lá tentar instalar a sua filha Nathália num cargo do governo estadual, o que acabou sendo suspenso. Já a outra filha, Evelyn Queiroz, foi nomeada um dia, demitida dois dias depois. A prova dos nove foi que, assim que o assunto foi descoberto, a nomeada foi “desnomeada”.

Queiroz foi visto no Palácio Guanabara nesta semana em que suas filhas eram cotadas para o governo. Não era coincidência.

O governador Cláudio Castro é aliadíssimo do presidente Jair Bolsonaro, que, por sua vez, é amigo de Queiroz há mais de 30 anos. Já o PM aposentado é apontado como o operador financeiro do esquema da “rachadinha” do senador Flávio, o filho do presidente da República.

Como VEJA mostrou, Nathália ocuparia um cargo de confiança na secretaria estadual da Casa Civil, mas a missão foi abortada, por enquanto, depois que o caso repercutiu mal nos bastidores.

Essa é a mesma filha que ocupou por dois anos o gabinete do presidente, quando ele exercia mandato na Câmara dos Deputados, entre dezembro de 2016 e outubro de 2018, mesmo não morando em Brasília. Em seu último mês de trabalho, recebeu salários de R$ 10 mil. É a trilha do pão que nunca acaba nessa história das rachadinhas-Queiroz-Bolsonaros-e-cargos-públicos.

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