As ‘missões’ de Pazuello no posto de estudioso e estrategista no Planalto

Nomeado na tarde desta terça-feira para um cargo no Palácio do Planalto, o ainda general da ativa do Exército Eduardo Pazuello terá sob seu guarda-chuva uma série de atribuições ligadas à produção de subsídios sobre assuntos estratégicos para o governo brasileiro. Pelo menos, em tese.

O novo secretário de Estudos Estratégicos da SAE, a Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, responderá diretamente ao almirante Flávio Rocha. De acordo com o decreto do ano passado que estabeleceu a estrutura da pasta, o ex-ministro da Saúde, que terá salário de aproximadamente 17.000 reais, comandará três diretorias na secretaria.

Além de subsidiar decisões estratégicos, o órgão tem como competências mais amplas “promover o debate e o intercâmbio de ideias sobre assuntos estratégicos com os entes públicos e privados” e “analisar cenários relacionados a assuntos estratégicos”.

A primeira diretoria é focada nos assuntos de defesa e segurança e tem como atribuição elaborar material que contribua para o “planejamento de ações governamentais com vistas à defesa da soberania e das instituições nacionais e à salvaguarda dos interesses do Estado”.

A segunda é de desenvolvimento econômico e social, focada no crescimento da economia a longo prazo, com formulação opções estratégicas de natureza econômica, comercial, industrial e de infraestrutura, por exemplo. “Identificar oportunidades estratégicas de longo prazo, com vistas ao adensamento das cadeias produtivas, ao aperfeiçoamento da infraestrutura industrial e logística e à modernização da matriz energética do País”, aponta o decreto.

Louvado pelo presidente Jair Bolsonaro pelo suposto domínio da logística, Pazuello poderá ainda pedir à Diretoria de Estudos Especiais que produza subsídios sobre assuntos relacionados a temas específicos que ele considerar “especiais”.

O órgão também realiza estudos para formular estratégias sobre o desenvolvimento sustentável da Amazônia, segurança energética do Brasil e ações internacionais, entre outras.

Segundo quem conhece o novo chefe de direto de Pazuello, o almirante Flávio Rocha tem perfil bem diferente do general, que fez barulho no Exército ao participar de ato político com o presidente Jair Bolsonaro no domingo retrasado, no Rio de Janeiro.

Um integrante do governo comentou nesta terça ao Radar que há grandes chances de o ex-ministro da Saúde ser um secretário “decorativo”.

O ato de nomeação, aliás, foi assinado apenas pelo ministro Luiz Eduardo Ramos, que é general da reserva. Qualquer cargo como o do novo secretário, um DAS 6, tem que passar pelo crivo do chefe da Casa Civil.

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