Bolsonaro faz escola e Twitter vira ringue

Em tempos de redes sociais, o Twitter vem sendo cada vez menos usada como um espaço para diálogos entre autoridades, e cada vez mais para troca de acusações entre figuras públicas, como a família presidencial faz como método costumeiro. Jair Bolsonaro e sua prole constantemente ofendem aqueles que consideram adversários, entre políticos, influenciadores e jornalistas.

Nesta semana, o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), que costuma primar pelo diálogo, respondeu firme, mas com classe, ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). “O senador Flávio eu até respondo, com você, nem vou perder meu tempo”, disse Maia, se referindo a um tuíte no qual o filho do presidente chama ele e Lula de “farinha do mesmo saco”.

Depois, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou a rede social para carimbar o chanceler Ernesto Araújo de propagador de fake news – algo que sabemos ser verdade, mas que gera desconforto entre integrantes do governo.

Enquanto o ministro das Relações Exteriores dizia que a CNN internacional entendia tudo errado sobre a pandemia no Brasil, e que o presidente não tinha poderes para gerir medidas restritivas, Mendes o corrigiu mostrando a verdadeira amplitude de uma decisão da corte sobre o tema. “Todos os níveis de governo são responsáveis pelo desastre que enfrentamos”, afirmou Gilmar.

Nesta mesma semana, o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, não assinou a carta dos governadores pela vida e João Dória, governador de São Paulo, reclamou sobre isso educadamente. Castro foi para o Twitter, em um tom desaforado, dizer que “do Rio cuido eu”.

Mas o mais inacreditável nos últimos dias é que o presidente Jair Bolsonaro e seu filho, Eduardo, usaram o Twitter de forma perigosa para desrespeitar mais uma vez a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Também explorou politicamente a tragédia pessoal para justificar o não lockdown, fazendo tudo o que médicos e a OMS recomendam que não se faça.

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