Bolsonaro promete ‘interferência zero’ na Petrobras

Após indicar o general Luna e Silva para a presidência da Petrobras o que derrubou as ações da estatal nas bolsas, o presidente Jair Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo neste sábado, 20, na qual prometeu não interferir na empresa. “Vamos continuar sem interferir, interferência zero, zero, contudo vai ter transparência e previsibilidade”, disse Bolsonaro.

A live do presidente foi feita dentro do carro, divulgada pelo filho, o deputado Eduardo Bolsonaro. O presidente demonstrou certa irritação com os críticos, de que ele estaria interferindo na Petrobras, e se diz incomodado com a forma como a empresa tem sido administrada. “Vocês sabiam que desde março do ano passado o presidente da Petrobras está em casa, assim como a sua diretoria? Não dá para governar, não é? Estar à frente de uma estatal, dessa maneira? Coisas erradas acontecem”, diz Bolsonaro.

Na sexta-feira, Bolsonaro anunciou a indicação de Joaquim Silva e Luna para o comando da Petrobrras no lugar do demitido Roberto Castello Branco. A mudança ainda depende do aval do Conselho de Administração, que deve se reunir na próxima semana.

O presidente acredita que o preço do combustível poderia ser 15% mais barato, apenas com melhorias na fiscalização e na administração. “Hoje em dia, eu acho que a gasolina podia ser, o combustível, no mínimo 15% mais barato, se todos os órgãos tivessem funcionando”. Segundo ele, estes órgãos são a própria Petrobras, o Ministério de Minas e Energia, a Receita Federal e o Inmetro. Ele criticou a Receita por não fiscalizar notas fiscais de postos de gasolina.

O presidente disse que já está “ultimando” o Inmetro para que faça a fiscalização das quantidades de gasolina que saem das bombas dos postos de gasolina. O presidente afirmou que muitos postos de gasolina estão nas mãos de pessoas envolvidas com organizações criminosas, referência aos cartéis que comandam o setor de combustíveis em algumas localidades.

Bolsonaro reclamou que, a cada aumento de combustível, a população remete as críticas para a figura dele. “Quando há um aumento de combustível, o pessoal aponta e atira para o presidente da República”, afirmou. Ele disse esperar que o atual presidente da companhia, Roberto Castello Branco, não promova mais reajustes dos combustíveis até deixar a cadeira. O presidente também afirmou que é necessário o consumidor saber quanto paga de impostos sobre os combustíveis e a margem de lucro dos postos, segundo ele uma “caixa preta”.

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