Câmara troca gritos de genocida contra Bolsonaro por ‘tumulto no recinto’

Jair Bolsonaro discursou durante 15 minutos ontem na sessão solene de entrega da Mensagem do Executivo ao Congresso Nacional.

Ao ser anunciado por Rodrigo Pacheco até o final de seu discurso, o presidente da República foi alvo de 6 intervenções da oposição que estava no plenário e que o xingou de “genocida”, pelo menos 35 vezes, e de “fascista”, 17 vezes no mínimo. Além de outras denominações.

Esses xingamentos eram perfeitamente audíveis e límpidos para quem acompanhava a sessão.

Mas foram omitidos na transcrição oficial das notas taquigráficas no site da Câmara.

Esses momentos de gritos contra Bolsonaro foram trocados por “tumulto no recinto”. Aparecem 6 vezes nas notas essa expressão, às vezes acompanhado de um “soa a campainha”, uma tentativa de se pedir silêncio.

Após os primeiros gritos contra Bolsonaro, Rodrigo Pacheco tentou colocar pano quente com argumentos de que o país precisa de “pacificação”. Mas não vingou. Deputados da esquerda seguiram xingando o presidente.

Bolsonaro foi aplaudido pelo menos 9 vezes, demonstrado nas “palmas”, nas notas taquigráficas. Uma delas quando reagiu à oposição e marcou um “encontro” em 2022, quando tentará a reeleição.

Abaixo, trecho com o “tumulto no recinto” nas notas taquigráficas.

<span class="hidden">–</span>///Reprodução
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