Conversas de 1/2 minuto (7)

Numa sexta-feira dita santa, melhor tirar férias do Brasil. Por isso continuo com histórias, leves, de livro que estou escrevendo (título da coluna).

 ANDERSON BOCÃO, Presidente da Câmara de Vereadores do Cabo.  No tênis apostou que, se não ganhasse, voltaria para casa a pé. E perdeu feio.

– Foi ruim, Bocão. Depois você manda alguém pegar o carro.

– Eu? Tá doido? Vou pra casa é nele.

– Mas você deu sua palavra, quando apostou.

– E vocês ainda acreditam em palavra de político?

FERNANDO LYRA, Ministro da Justiça. Um eleitor pergunta:

– Ministro, esse seu Lyra é com I ou com Y?

 É com L, meu filho.

 HUGO CARVANA, ator. Meio-dia, barzinho do Baixo Cobal. Na mesa, os de sempre – Chico Caruso, Eliane, Gravatá, José Lewgoy, Millôr, Técio. Nisso vem vindo, como se estivesse numa passarela, mulher distintíssima. Cerca de 40 anos. Pintada como se fosse para festa, colar e brincos. Naquele calor, um ser de outro planeta. Hugo não se conteve. Foi até perto dela, se ajoelhou, e disse

– Bela princesa. Se por acaso gostar de pau mole, estou em condição de lhe levar à loucura.

Continua após a publicidade

Me preparei para ouvir um carão. Mas o Rio é o Rio. Ela sorriu (compreendendo ser um elogio), disse apenas

– Muito obrigado,

e seguiu adiante. Sem dar bola para o pobre amigo.

JANETE COSTA e BORSOI, arquitetos. Olinda, casamento deles, depois de viverem juntos por décadas. Terminada a cerimônia, o juiz de família Clicério Bezerra fez discurso em homenagem aos recém-casados. Quando acabou,

– E agora, pelos padrinhos, vai falar o dr. José Paulo.

Surpreso com essa incumbência, que não foi combinada, me limitei a dizer o que estava pensando:

– Estamos, aqui, vendo um conto de fadas do contrário. Nas histórias dos livros, um príncipe encontra sua princesa, se casam e são felizes para sempre. Aqui, um Rei e sua Rainha se encontram, vivem felizes para sempre e, no fim, se casam.

 MIGUEL ARRAES, governador. Em 1998, dr. Arraes perdeu eleição de governador para Jarbas Vasconcelos. O filho, escritor José Almino (da Casa Rui Barbosa), conta que, dia seguinte, os jornalistas o procuraram para uma entrevista. Como sempre, no portão por trás da casa na Rua do Chacon. Primeira pergunta:

– Dr. Arraes, como o senhor explica sua derrota?

– Faltaram votos.

José Paulo Cavalcanti Filho

[email protected]

Continua após a publicidade

Ultimas notícias

Nunes Marques é sorteado relator de impeachment de Alexandre de Moraes

O ministro Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi sorteado nesta segunda-feira, 12, relator da ação protocolada pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), que...

Atirador deixa ao menos um morto em escola nos EUA

Uma pessoa morreu e outra, um policial, ficou ferida após a ação de um atirador em uma escola em Knoxville, no estado americano do...

Bolsonarismo, conservadorismo e liberalismo (Por Denis Lerrer Rosenfield)

Jair Bolsonaro, em sua eleição, conseguiu encarnar a força do antilulopetismo, congregando em torno de si três correntes de ideias que, naquele então, apareceram...

Conversinha impublicável

A conversa telefônica entre o presidente Bolsonaro e o senador Jorge Kajuru é espantosa por muitos motivos. Primeiro, claro, pelo teor. O que se ouve...

Transe populista

Editorial de O Estado de S. Paulo (12/4/2021) Há anos o Brasil está entregue ao populismo. Desde pelo menos o final do primeiro mandato do...