CPI da Pandemia ouve o diretor do Instituto Butantan nesta quinta-feira

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, presta depoimento à CPI da Pandemia nesta quinta-feira, 27. O órgão paulista é o responsável pela produção no Brasil da vacina contra a Covid-19 CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac. O requerimento para sua convocação foi feito pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Dimas Covas deve responder a questões sobre a produção do imunizante e a relação do Butantan com o governo federal. Desde o ano passado, o fármaco se tornou alvo de disputa política entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria. Bolsonaro chegou a dizer várias vezes que a vacina não seria adquirida pelo Brasil. Até o momento, o antígeno é o que mais foi aplicado no país.

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“É necessária a oitiva do senhor Dimas Tadeu Covas para que esclareça todos os detalhes da atuação do Instituto Butantan desde o início da pandemia, especialmente com relação à produção de vacinas”, afirmou Alessandro Vieira.

Na última quarta-feira, 19, no primeiro dia de seu depoimento à CPI, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello foi amplamente questionado sobre falas do presidente Bolsonaro contrárias à aquisição da CoronaVac.

Ao negar pressão presidencial contra a compra da vacina, Pazuello foi contestado por diversos senadores. Fabiano Contarato (Rede-ES) afirmou que, após crítica de Bolsonaro ao imunizante, o Ministério da Saúde cancelou a intenção de compra que havia anunciado, opinião ratificada por Zenaide Maia (Pros-RN), para quem o presidente da República “desautorizou” Pazuello no episódio da CoronaVac.

O senador Humberto Costa (PT-PE) apresentou uma gravação com o presidente Bolsonaro dizendo que havia dado ordens para que não houvesse compra da CoronaVac. Ainda assim, o general negou que o presidente tenha ordenado que o contrato não fosse assinado, ainda em 2020.

Outros depoimentos

Dimas Covas será o décimo a depor na CPI, que apura ações e possíveis omissões do governo federal no enfrentamento da crise sanitária, bem como eventual desvio de verbas federais enviadas a estados e municípios. Também já foram ouvidos os ex-ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, o atual titular da pasta, Marcelo Queiroga, o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, o ex-chefe da Secom Fabio Wajngarten, Carlos Murillo, representante da farmacêutica Pfizer, o ex-chanceler Ernesto Araújo, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro.

(Com Agência Senado)

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