Doria vai inaugurar escritórios em Munique e Nova York até fim de 2021

O governo de João Doria (PSDB) planeja abrir dois escritórios internacionais em Munique, na Alemanha, e em Nova York, nos Estados Unidos, até o fim deste ano. O primeiro deve ser inaugurado até junho e o segundo até novembro, segundo as previsões do presidente da Agência Paulista de Promoção de Investimentos (Investe-SP), Wilson Mello.

O objetivo é captar investimentos e atrair negócios nos setores do agronegócio, meio ambiente e tecnologia nos dois países. Além de fazer o meio de campo com as empresas brasileiras, a agência de Munique serviria como uma base para o diálogo com o bloco europeu; e a de Nova York para estreitar a relação com o governo de Joe Biden. A administração já tem escritórios comerciais em Xangai, na China, e em Dubai, nos Emirados Árabes.

Enquanto o de Dubai ficou mais parado no último ano, o escritório de Xangai trabalhou a todo vapor em meio à pandemia de Covid-19, intermediando a aquisição de insumos hospitalares e respiradores, e o contato do Instituto Butantan com o laboratório Sinovac, responsável pela produção da CoronaVac, a vacina mais aplicada no Brasil por enquanto.

Segundo Wilson Mello, os escritórios são superavitários e não acarretam em despesas aos cofres estaduais por serem custeados pela iniciativa privada ou pelo governo local.”O escritório é autossuficiente, não precisa mandar nenhum dinheiro, nós cobramos das empresas beneficiadas”, explica ele. O escritório chinês, por exemplo, fica sediado em um prédio público do governo de Xangai, que o isentou de pagamento de aluguel e ainda deu uma ajuda de custo de aproximadamente 30.000 dólares para compra de móveis e computadores. Ao todo, quatro funcionários — dois brasileiros e dois chineses — trabalham no local e a previsão é que esse efetivo aumente para seis até o fim do ano.

A representação comercial foi aberta em agosto de 2019, quando Doria levou uma comitiva de empresários e secretários para se encontrar com autoridades chinesas. Um dos integrantes do grupo era o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, que fez reuniões e visitas na diretoria da Sinovac — nasceria aí a parceria para a produção da CoronaVac em 2020. “O sucesso ocorreu justamente porque nós conseguimos distanciar São Paulo de Brasília. Quando já haviam as piadinhas contra a China, nós já tínhamos o canal direto com os chineses”, afirma Mello.

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