Huck sedia encontro para tentar afastar Maia do PSD de Kassab – e de Lula

O apresentador Luciano Huck pode até não se candidatar à Presidência da República na eleição de 2022, mas já participa ativamente de articulações políticas visando ao pleito. Na quarta-feira, 12, ele sediou em sua casa, no Rio de Janeiro, um encontro para tentar demover o ex- presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) de filiar-se ao PSD, do ex-ministro Gilberto Kassab. Entre os presentes estavam o ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM).

Huck é um dos integrantes do movimento de presidenciáveis que tenta buscar uma terceira via para a eleição. O temor entre os políticos desse grupo é que Maia possa embarcar na candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se aceitar o convite de Kassab. Na semana passada, Lula esteve em Brasília e se encontrou pessoalmente com Maia e com Kassab. Quando o petista recuperou os direitos políticos, Maia fez uma publicação no Twitter elogiando Lula e apontando que o ex-presidente possui qualidades que faltam a Jair Bolsonaro. Na reunião em Brasília, eles discutiram a união de forças para derrotar o bolsonarismo na eleição para o governo do Rio de Janeiro.

A possibilidade de Maia ir para o PSD cresceu após o prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), acertar a filiação para a sigla com Kassab. Na casa de Huck, os presentes indagaram por que Maia está seguindo o movimento de Paes, e não o contrário. A conversa não foi acalorada, mas teve momentos duros. Maia foi questionado sobre qual é o tamanho que ele espera ter em 2022 e sobre qual é o projeto político que ele gostaria de seguir no pleito.

A reunião terminou sem que acordos ou compromissos fossem firmados. Os participantes ouviram uns aos outros e ficaram de manter conversas no futuro. Huck também não foi assertivo em relação à sua situação. Ele fez análises sobre o cenário político e outras conjunturas, mas não disse se será candidato ou se permanecerá na Rede Globo.

Maia decidiu deixar o DEM após o presidente da sigla, ACM Neto, ter liberado a sua bancada de deputados na eleição para a presidência da Câmara, o que impulsionou a vitória de Arthur Lira (Progressistas-AL) contra Baleia Rossi (MDB-SP). Maia considerou o movimento uma traição, já que havia escolhido o emedebista para sucedê-lo. O ex-presidente da Câmara já esteve perto de ingressar no MDB e no PSDB, mas as conversas com ambos refluíram com a ida de Paes para o PSD.

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