Nas mensagens e atos, a diferença entre Biden e Bolsonaro na pandemia

O presidente americano Joe Biden divulgou nesta segunda-feira, 19, um anúncio nas redes sociais. “Pessoal, eu tenho boas notícias. Todo mundo agora é elegível para receber a vacina, e há vacina suficiente”. E fez um apelo para que todos se protejam. Já o presidente Jair Bolsonaro saiu, de novo, no último fim de semana, sem máscara e provocando aglomerações. Apertou a mão de 144 pessoas, e pegou bebês no colo.

A diferença de atitude entre os dois presidentes é enorme. O resultado também é diferente. Os dois governam países grandes, constituídos em federação, com autonomia para os administradores locais tomarem suas decisões. Esse poder dos estados e cidades, que não paralisou Biden, enfureceu Bolsonaro. 

Assim que assumiu o cargo em 20 de janeiro, no primeiro dia no Salão Oval, o presidente americano fez um pronunciamento nacional estabelecendo que todos deveriam usar máscaras nos órgãos federais, fez um apelo para que as medidas de proteção fossem seguidas pelos estados e municípios, e iniciou uma campanha nacional. Ao mesmo tempo, estabeleceu a meta de 100 milhões de vacinados em 100 dias. No 58º dia, o número estava alcançado. Ele então dobrou a meta. E passou a vacinar até 2,5 milhões por dia. Como resultado, o número de mortes diárias despencou de quatro mil mortes, quando ele assumiu, para pouco mais de quinhentas agora.

No Brasil, Bolsonaro diz que nada pode fazer porque os estados e municípios têm autonomia, boicotou a vacina, chegou tarde no mercado de compras de imunizantes, provoca aglomerações no Planalto e nas ruas, anda sem máscara e defende remédio ineficaz. O resultado é que o Brasil está há várias semanas sendo o país onde há o maior número absoluto de mortes por Covid-19.

Nos Estados Unidos também há o movimento contra a vacina, mas a diferença é que o presidente Biden nunca os estimulou.  Pelo contrário, sua campanha desde a época da disputa eleitoral é de incentivo à imunização em massa.

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