O lockdown de Ibaneis virou um frouxo toque de recolher

Há governadores que pensam como Bolsonaro quanto a deixar o coronavírus agir até que infecte mais de 70% dos brasileiros e a pandemia comece a ceder. Há outros que temem uma retaliação de Bolsonaro caso ajam ao contrário dele. E há os que não resistem à pressão de empresários que financiam sua trajetória política.

Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, enquadra-se nas duas últimas categorias. Foi celebrado, anteontem, na mídia por ter decretado o que ele mesmo chamou de lockdown diante do avanço do vírus no seu território e ao colapso iminente do sistema público e privado de saúde. Estava mais para toque de recolher.

Antes mesmo que o toque de recolher começasse a funcionar a partir de amanhã, ele recuou, aumentando o número de atividades não essenciais que serão permitidas. O Distrito Federal tem a maioria de suas despesas pagas pela União. E empresários que ajudaram Ibaneis a se eleger rebelaram-se contra o decreto.

Bolsonaristas marcaram para este domingo uma carreata que promete assustar Ibaneis. A depender do tamanho que tenha, ela poderá forçá-lo a fazer mais concessões. Centenas de brasilienses desdenharam do decreto de Ibaneis lotando de ontem para hoje o Bamboa Brasil, local de eventos no setor hípico da cidade.

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