O que levou Flávio Rocha, o chefe da Secom, a entregar o cargo

A passagem de pouco mais de um mês do almirante Flávio Rocha pela chefia da Secom foi abreviada pela ciumeira que se instalou no Planalto com o fato de ele acumular o cargo com o comando da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência. Aliados do presidente Jair Bolsonaro fizeram forte pressão para tirar a SAE do almirante, que assumiu o posto em fevereiro do ano passado.

Com o movimento, Rocha foi forçado a optar entre um dos cargos e escolheu ficar com a secretaria que já comandava há mais tempo, ligada diretamente ao gabinete do presidente Jair Bolsonaro. O almirante foi nomeado interinamente para comandar a Secom (subordinada ao Ministério das Comunicações) no último dia 11 de março, substituindo Fabio Wajngarten. Os dois cargos têm natureza especial — quase a de um ministro.

Chefe do almirante na Secom, o ministro Fábio Faria considerou que o militar já havia estruturado a pasta e ajudado o suficiente após a saída de Wajngarten, com quem ele teve atritos. Nomes de possíveis substitutos de Rocha serão levador por Faria a Bolsonaro, que decidiu escolher pessoalmente o novo chefe da comunicação do governo. A previsão é que a definição ocorra até sexta-feira.

Até o momento, o nome mais cotado é o de André da Sousa Costa, que atua como assessor especial do presidente, é coronel da PM do Distrito Federal e amigo do ex-ministro Jorge Oliveira, hoje no TCU.

O sonho de consumo do ministro das Comunicações é emplacar na Secom alguém que já tenha boa relação com Bolsonaro como o almirante, e possa ter ligação direta com o gabinete do presidente — algo que Wajngarten havia perdido.

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