Planejamento, logística, vacinas… CPI da Covid define alvos prioritários

O plano de trabalho apresentado há pouco pelo relator da CPI da Covid-19, Renan Calheiros, e pelo vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues, foi descrito como “um ponto de partida”, mas elenca uma série de “linhas gerais de investigação”, destacando que novos fatos conexos poderão ser incluídos posteriormente. Por ser aberto, explicaram os senadores, o plano sequer será submetido à aprovação do colegiado.

Os alvos prioritários da apuração foram divididos em seis pontos, referentes ao planejamento para combater a doença, à logística do governo e às vacinas e medicamentos contra a Covid-19.

O primeiro diz respeito às ações de enfrentamento à pandemia, desde o tortuoso processo de aquisição de imunizantes, equipamentos hospitalares e testes, a medidas de proteção adotadas (ou não) pelo governo para mitigar a doença. O uso do aplicativo TrateCOV, lançado pelo Ministério da Saúde no começo do ano, e a política externa do governo, entre elas a polêmica viagem a Israel, também estão na mira.

A investigação vai focar ainda na produção e distribuição de medicamentos sem eficácia comprovada, como a cloroquina tão defendida pelo presidente Bolsonaro, de kit intubação e de oxigêncio hospitalar, além das estruturas de combate à crise sanitária. Outro ponto prioritário será o colapso da saúde no Amazonas, presente no requerimento para a criação da CPI.

Os dois últimos itens dizem respeito às ações de prevenção e atenção à saúde indígena — este foi, segundo Randolfe, emprestado da lista da Casa Civil que vazou no último domingo — e ao emprego de recursos federais, com foco nos critérios de repasse para estados e municípios, fiscalização de contratos firmados pelo Ministério da Saúde e ações de preservação de emprego e renda, como por exemplo o auxílio emergencial.

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