Que vergonha, ministro Paulo Guedes

Economistas de todos os lados e de todas as linhas encaminharam uma carta ao governo dizendo, basicamente, que tudo o que está sendo feito na gestão da crise sanitária está errado. Absolutamente tudo está completamente errado.

E que tanto o  custo humanitário como o econômico são intoleráveis.

A carta tem centenas de assinaturas, mas ela é menos retumbante por quem está nela — praticamente todo mundo que interessa — do que pelo único nome que está ausente.

Paulo Roberto Nunes Guedes.

Guedes é o único economista com alguma relevância no país a apoiar Jair Bolsonaro e sua política de saúde. Que deveria se chamar política da enfermidade — uma política verdadeiramente genocida e suicida

Guedes não pode sequer dizer que sua presença no governo reduz danos. Todo mundo sabe que é mentira: Bolsonaro não dá a menor bola para sua opinião há muito tempo.

Ninguém sabe por que Guedes permanece no governo. O que se sabe é que sua presença só serve para legitimar o ilegitimável, defender o indefensável.

Foi para isso que Guedes esperou 30 anos para ser ministro da Economia?

Que vergonha, ministro.

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