Queiroga tenta acender uma vela à ciência e outra ao presidente 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, vai depor novamente na CPI da Pandemia nesta terça-feira, 8. Diante dos senadores, o médico tentará, mais uma vez, explicar seu equilibrismo e a intenção de acender uma vela à ciência e outra ao presidente. No entanto, há um conflito entre os dois. Bolsonaro não se preocupa com a ciência. Queiroga, como médico, tenta honrar a ciência, mas quer blindar o presidente.

No seu segundo depoimento, o ministro deve ser novamente cobrado e perguntado sobre as declarações da médica infectologista Luana Araújo, que chegou a ser anunciada como Secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, mas teve sua nomeação cancelada nove dias depois. 

Na semana passada, em seu depoimento à CPI, Luana Araújo deu a entender que o Planalto vetou seu nome. Embora Queiroga tenha dito que possui autonomia à frente do Ministério da Saúde, o cancelamento da nomeação da médica acaba por mostrar que a validação política acompanha a validação técnica.

Na quarta, 9, a CPI vai ouvir Elcio Franco, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde. Ele era considerado braço direito de Eduardo Pazuello e será questionado pelos senadores sobre a existência de um “gabinete paralelo” que aconselhou o governo sobre o enfrentamento da Pandemia.

Conforme a CPI avança, fica claro que o governo demorou e negligenciou os cuidados com a pandemia. O resultado visto hoje – e as milhares de vítimas da doença – são consequência do descaso e do negacionismo da equipe de Bolsonaro.

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