Quem acredita em Bolsonaro?

Depois de incentivar desmatadores, desautorizar investigadores ambientais e desestruturar a política indigenista brasileira, tão importante para a preservação das florestas, o presidente Jair Bolsonaro quer tentar fazer o mundo acreditar que o seu governo não é o que é em relação ao clima.

Bolsonaro falou que fortaleceu os órgãos ambientais, mas acaba de encurralar o Ibama e a Polícia Federal. O presidente disse que aumentou o orçamento, mas, na verdade, diminuiu. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse agora que vai dobrar os recursos, mas depende de verbas adicionais e que venham de fora.

O presidente destacou que o Brasil reduziu o desmatamento e diminuiu as emissões de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global. É verdade, mas foi realizada nos governos que ele demoniza. Entre 2004 a 2012, o desmatamento caiu em 80%, mas ocorreu durante as gestões petistas.

Bolsonaro afirmou ainda que o Brasil é grande na biodiversidade. É sim, mas ele, inegavelmente, tem estimulado a destruição do meio ambiente brasileiro. E isso não é mais uma pauta restrita ao país. O mundo se deu conta.

O único ponto em que Bolsonaro avançou foi num compromisso para 2050. Antes, o Brasil havia prometido neutralizar as emissões de carbono em 2060, agora antecipou para 2050. 

Para cumprir o compromisso de zerar o desmatamento ilegal em 2030, que já era um trato antigo, ele terá que tirar os garimpeiros das terras indígenas, inibir e punir os madeireiros e os garimpeiros. Seria outro governo.

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