Saída de Castelo Branco é tragicomédia de erros

Em janeiro, quando a Petrobras resolveu aumentar o preço do diesel às portas de uma potencial greve de caminhoneiros, sua direção deu uma demonstração de insensibilidade e incompetência.

Insensibilidade por não avaliar que a decisão poderia colocar lenha em uma fogueira com repercussões graves no país. Incompetência por não ter tomado a decisão de aumentar antes o preço e buscar a possibilidade de mitigar o impacto econômico e político.

O preço do petróleo não é novidade para ninguém. Também não é novidade para ninguém que os contratos são firmados com antecedência. A tendência de alta nos preços dos combustíveis era evidente. A empresa, como monopolista, de fato, teria de modular sua política de preços.

A incompetência também atinge o governo federal, que, se tivesse inteligência, perceberia que tinha uma questão a resolver antes que virasse problema. Porém, ao invés de atuar preventivamente, deixou a questão se agravar.

A situação nos remete a Plauto, dramaturgo romano: “O que é isso? Vocês franziram a testa porque eu disse que ia ser uma tragédia? Sou um deus e posso mudá-la; se vocês quiserem farei da tragédia uma comédia.”

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