Semana na CPI só terá médicos — entre eles a bolsonarista Nise Yamaguchi

Após um mês com a convocação de dez testemunhas, a CPI da Pandemia no Senado terá uma semana dedicada exclusivamente a ouvir médicos, convidados a falar na comissão como especialistas. Mas isso não significa que as oitivas serão menos polêmicas.

Nesta terça-feira, a oncologista e imunologista bolsonarista Nise Yamaguchi, notória defensora da hidroxicloroquina e da azitromicina no “tratamento precoce” contra a Covid-19 — apesar de os remédios não terem eficácia cientificamente comprovada para combater a doença. Nise foi chamada, ainda em abril do ano passado, para integrar o comitê de crise do governo Bolsonaro contra a pandemia.

O nome da médica já foi citado em dois depoimentos até o momento, ambos com relação à tentativa de alterar a bula da cloroquina para adotar o medicamente no tratamento do coronavírus. Ele foi apontada como participante de uma reunião para discutir a medida, no Palácio do Planalto, pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e pelo diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres.

Após a demissão de Mandetta, Nise chegou a ser cotada para substituí-lo, mas o cargo ficou com Nelson Teich, o breve. Se ela terá um dia inteiro para o seu depoimento, quatro médicos se dividirão para falar sobre o enfrentamento da pandemia na quarta-feira.

Foram convidados para a CPI o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Clovis Arns da Cunha, e a presidente da Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade, Zeliete Zambom, ambos a pedido do senador de oposição Humberto Costa, o infectologista Francisco Eduardo Cardoso Alves e o neurocirugião Paulo Porto de Melo, chamados por membros governistas da comissão.

Diferentemente das semanas anteriores, esta não terá reunião na quinta, dia do feriado de Corpus Christi. Na próxima, no entanto, os depoimentos estão previstos para acontecerem de terça a sexta.

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