Um novo e surpreendente destino partidário para Bolsonaro

O tabuleiro de partidos que podem abrigar Jair Bolsonaro ganhou mais uma peça. O presidente passou a considerar a filiação ao PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro), cujo presidente, Levy Fidelix, morreu na sexta (22) vítima de Covid-19. Bolsonaro já disse publicamente que pretende anunciar sua nova legenda até o fim deste mês.

Desde que Fidelix foi internado, há cerca de um mês, seu filho e homônimo vinha tocando a legenda. Levy Filho já sinalizou a pessoas próximas ao presidente que topa as exigência de Bolsonaro para tê-lo na legenda, ou seja, transferir o controle do PRTB para o capitão e seu grupo político. Com isso, a sigla passa a ser tudo o que o capitão deseja: uma casa pronta e quase vazia. Quase.

Caso Bolsonaro decida realmente migrar para o PRTB, ironia das ironias, terá que dividir o espaço partidário com seu vice-presidente, Hamilton Mourão. A harmonia entre os dois foi para o espaço há tempos. Hoje, eles mantém uma relação fria e cordial, rompida por trocas de torpedos de tempos em tempos.

A negociação, iniciada recentemente, começou bem, mas os dois lados sabem que ainda há muito o que se conversar para que o flerte termine em casamento. Em suma, como quase sempre ocorre quando se tem Bolsonaro à mesa, a negociação pode ser fechada ou encerrada da noite para o dia, a exemplo do que aconteceu com o PSL. O presidente chegou a dar como certo seu retorno à sigla, que hoje está fora da sua lista de opções.

Além do PRTB, Bolsonaro avalia como possíveis destinos o antigo PMB, Partido da Mulher Brasileira, que acaba de virar Brasil 35; o DC (Democracia Cristã); o PL (Partido Liberal), que pertence ao mensaleiro Valdemar Costa Neto e é uma das colunas vertebrais do Centrão; assim como o PSC (Partido Social Cristão) – neste caso, o capitão também exige a expulsão do homem forte da sigla, Pastor Everaldo, que está preso por envolvimento no escândalo da saúde no Rio de Janeiro.

Correm por fora ainda o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), presidido por Roberto Jefferson, e o Patriotas, que era o favorito de Bolsonaro, mas cujos controladores não chegaram a um consenso sobre o possível ingresso do presidente da República.

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