Vereador de Duque de Caxias é assassinado a tiros junto com filho no Rio

O vereador Danilo Francisco da Silva (MDB), o Danilo do Mercado, e seu filho Gabriel da Silva, 25, foram encontrados mortos dentro de um carro em Duque de Caxias, município da Baixada Fluminense (região metropolitana do Rio de Janeiro) no final da tarde de quarta-feira, 10. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do duplo homicídio.

Quem assume a cadeira de Danilo do Mercado na Câmara dos Vereadores da cidade é Fernanda Costa (MDB), filha do traficante Luiz Fernando Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Ela já atuava na Casa Legislativa desde o começo deste ano, mas como suplente de um vereador que foi indicado para atuar em uma secretaria da cidade. Agora, Fernanda assumirá a vaga definitiva como vereadora.

O parlamentar executado a tiros era alvo de investigações policiais por suposta formação de grupo de extermínio e por envolvimento com milícias da região, além de assassinatos, grilagem de terras, extorsão e ameaças.

Já Fernanda Costa é dentista e não possui antecedentes criminais, de acordo com a documentação apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes das eleições do ano passado.

Sua candidatura foi avalizada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). Ela recebeu 3.999 votos nas eleições do ano passado e já tinha tentado se eleger em 2016 para o mesmo cargo pelo PP, mas sequer chegou à suplência do partido.

A dentista recebeu 110.759,16 reais em recursos para a campanha eleitoral – 90% do valor, o equivalente a 100 mil reais, veio do diretório regional do MDB. O prefeito Washington Reis (MDB), que concorreu à reeleição, doou 2.059 reais para a campanha de Fernanda. Diferentemente de 2016, quando declarou ter bens de 140 mil reais ao TSE, a candidata informou não possuir patrimônio em 2020. 

Preso desde 2001, Fernandinho Beira-Mar é um dos principais líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), e acumula penas de mais de 300 anos de prisão pelos crimes de homicídios, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Ele está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Seu codinome vem da comunidade Beira-Mar, um dos redutos em que ele se estabeleceu no mundo do crime.

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