Vereador que atacou Paulo Gustavo é expulso do Cidadania

O vereador Donaldo Seling, de Maripá (PR), foi expulso do Cidadania nesta terça-feira por ter feito declarações homofóbicas em discurso na Cãmara da cidade, no último dia 3 de maio. Na fala, ele criticou o casamento entre o médico Thales Bretas e o ator e comediante Paulo Gustavo, que estava hospitalizado. O artista morreu no dia seguinte, em decorrência da Covid-19.

A decisão foi tomada pelo Diretório Estadual do partido no Paraná, que aprovou por unanimidade dos presentes o relatório da Comissão de Ética da legenda recomendando a expulsão do parlamentar.

Seling usou seu pronunciamento para homenagear o Dia das Mães, que seria comemorado dias depois, e citou a fala de uma colega, que deu “parabéns as mães e aos pais que são mães”. E na sequência passou a destilar o que o próprio classificou como ódio a “esse tipo de coisa”.

“Tivemos esses dias notícias de uma mãe e uma madrasta que mataram uma criança, de seis anos”, iniciou o vereador, antes de citar o caso de Paulo Gustavo.

“Aí você vê uma notícia, em primeira mão sempre nos celulares e na televisão, um ator Gustavo, é Gustavo, é homem, né?, internado com Covid e seu marido torcendo pela melhora dele. Então nós estamos tendo um desentendimento, na minha opinião. Essa coisa moderna não serve para mim. O marido e o outro é marido também. Nós não podemos pregar esse tipo de coisa. Tem que saber quem que seria a mulher dos dois, pra poder agradecer ou no dia dos pais”, declarou.

O parlamentar prosseguiu criticando a veiculação de “matérias nesse estilo, querendo mudar uma geração criada por Deus”.

“Gente, nós não podemos perder realmente o que há no coração de uma mãe, o que há de mais bonito, uma família unida. Pai e mãe, não marido com marido, ou marida com marida. Não sei como é que fala essa porcaria, de tanto que eu odeio isso. Então é triste de você ver falar. Sou da época que homem é homem, mulher é mulher. Feliz dia das mães que são mães”, concluiu Seling.

O parecer sobre o caso no Cidadania aponta que as declarações agridem frontalmente o Estatuto do partido “e seus programas na luta por uma sociedade mais justa, paritária e respeitosa, principalmente das minorias em todas as suas frentes de representação”.

“Essa atitude além de criar uma exposição negativa diante da sociedade brasileira, extrapola a função para o qual o vereador foi eleito e principalmente compromete a luta e os programas partidários do Cidadania 23 que atua em defesa das minorias que há anos lutam por dignidade e respeito, em especial as comunidades LGBTI+”, diz o relatório aprovado pelo partido.

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