Wajngarten diz que deixou governo após ataques de marqueteiro de Pazuello

Na entrevista exclusiva que concedeu a VEJA, o publicitário Fabio Wajngarten disse que partiu do marqueteiro do general Eduardo Pazuello, Markinho Show, insinuações de que ele tinha interesses pessoais  ao tentar viabilizar a aquisição de vacinas da Pfizer. O ex-secretário de Comunicação da Presidência da República acusou Markinho de ter espalhado boatos entre jornalistas de que ele, Fabio, estaria se beneficiando pessoalmente caso o negócio entre o governo e a farmacêutica americana fosse concretizado.

“Nunca fiz nenhum ataque ao ministro Pazuello, nunca falei dele. Aí me surge um marqueteiro genial chamado Markinho Show, que resolve soltar notas para todos os jornalistas de Brasília para me atacar… Foi a a gota d’água para eu sair do governo”, relatou o publicitário.

Nesta sexta-feira, em uma rede social, o marqueteiro Markinho Show escreveu: “Fabio Wajngarten confessa publicamente na revista Veja que tinha relações com a empresa Pfizer no período em que era Secretário de Comunicação do Governo Federal. Possuía contratos e operações para resolver a vacina. Porém nunca apresentou nada no Ministério da Saúde. Por quê?”

A VEJA o marqueteiro atribuiu as acusações do ex-chefe da Secom à “falta de maturidade” e “amadorismo” na condução da comunicação do governo e disse que não cabia a Wajngarten intermediar nenhuma negociação por vacinas contra a Covid.  “Acho que não cabia a ele essa função de negociar com qualquer laboratório. Deveria ter levado tudo ao Ministério da Saúde e deixar que os profissionais e técnicos qualificados o fizessem. Acho que ele mais errou do que acertou. Calado ele seria um poeta”, provocou.

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