SP adia início da vacinação de adolescentes por falta de doses

O governo de São Paulo anunciou na tarde desta quinta-feira 5, que a data do início da vacinação para adolescentes especiais, com comorbidades, gestantes e puérperas, prevista para começar no dia 18 de agosto no estado, está em aberto. O motivo, segundo o secretário da saúde, Jean Gorinchteyn, é o corte de 50% no envio de vacinas da Pfizer, a única liberada pera essa faixa etária, pelo governo federal ao estado de São Paulo.

Segundo Eduardo Ribeiro, secretário-executivo da pasta, a data para começar a vacinação desse grupo pelo plano estadual de imunização ficará suspensa até que “o Ministério da Saúde regularize esta situação e garanta a continuidade dos envios de doses na proporcionalidade que vem sendo praticada até aqui.”

De acordo com o governo estadual, de um total de 456.000 doses a que São Paulo tem direito segundo a proporcionalidade de população, apenas 228 mil foram repassadas pelo Ministério da Saúde que, por sua vez, negou ter prejudicado o estado paulista. O governador de São Paulo, João Doria, anunciou que pretende ir à Justiça. “Quero mostrar a minha indignação como governador do estado com a postura do Ministério da Saúde, que quebra o pacto republicano e retira vacinas de São Paulo de forma injusta, de forma arbitrária. Nós vamos reagir na forma da lei para evitar que brasileiros de São Paulo sejam prejudicados”, disse Doria na manhã desta quinta-feira, no Aeroporto de Guarulhos, durante a chegada de 4.000 litros de insumos para produção de 8 milhões de vacinas do Instituto Butantan.

Na quarta 4, Gorinchteyn protocolou um ofício junto ao Ministério da Saúde pedindo que as outras 228.150 doses, previstas inicialmente sejam entregues em até 24 horas. Já o Ministério da Saúde negou ter prejudicado o estado de São Paulo na distribuição de vacinas contra a Covid-19. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Moreira da Cruz, “não há um percentual fixo de doses para cada estado e a decisão de distribuição das doses não é feita de maneira unilateral pelo Ministério da Saúde, já que participam das reuniões o Conass (conselho de secretários estaduais de saúde) e o Conasems (conselho das secretarias municipais de saúde).” Rosana Leite de Melo, secretária extraordinária para Covid reiterou dizendo que São Paulo já teria recebido mais doses de outros imunizantes. Em nota, o governo de São Paulo desmentiu o argumento. “É mentirosa a afirmação da secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo, de que o estado de São Paulo ficou com mais doses da Coronavac conforme afirmado em entrevista coletiva do Ministério da Saúde.”

 

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