No entendimento de Tiago Oliva Schietti, o setor funerário desempenha um papel essencial na sociedade, mas também carrega responsabilidades ambientais significativas. A gestão de resíduos gerados por cemitérios, crematórios e serviços funerários exige atenção técnica, cumprimento de normas legais e compromisso com práticas sustentáveis. Em um contexto de crescente preocupação ambiental, discutir o impacto dessas atividades tornou-se indispensável para a modernização e a credibilidade do setor.
Tipos de resíduos gerados no setor funerário
As atividades funerárias envolvem diferentes processos que resultam na geração de resíduos variados, conforme explica Tiago Oliva Schietti. Esses resíduos podem ter naturezas distintas, exigindo tratamentos específicos para evitar contaminações ambientais e riscos à saúde. A correta classificação é o primeiro passo para uma gestão eficiente e segura.
Entre os resíduos mais comuns estão os resíduos sólidos urbanos, materiais contaminados, restos de materiais utilizados em tanatopraxia, cinzas provenientes da cremação e efluentes líquidos. Cada um desses resíduos requer procedimentos próprios de acondicionamento, armazenamento, transporte e destinação final, conforme normas ambientais e sanitárias vigentes.
Impactos ambientais associados às atividades funerárias
De acordo com Tiago Oliva Schietti, quando a gestão de resíduos não é realizada de forma adequada, os impactos ambientais podem ser significativos. Cemitérios mal planejados, por exemplo, podem provocar contaminação do solo e do lençol freático, especialmente em regiões onde não há controle adequado de drenagem e impermeabilização.
No caso dos crematórios, o principal impacto ambiental está relacionado às emissões atmosféricas e ao consumo energético. Embora a cremação seja, em muitos contextos, considerada uma alternativa mais sustentável em relação ao uso do solo, ela exige controle rigoroso de emissões e uso de tecnologias que reduzam a liberação de poluentes no ar.
Por que a gestão de resíduos é estratégica para o setor funerário?
A gestão de resíduos no setor funerário vai além do cumprimento de exigências legais, como elucida Tiago Oliva Schietti. Ela está diretamente ligada à imagem institucional das empresas e à confiança da sociedade nos serviços prestados. Em um cenário de maior acesso à informação, práticas ambientalmente inadequadas tendem a ser rapidamente questionadas.

Além disso, uma gestão eficiente contribui para a redução de custos operacionais, a prevenção de passivos ambientais e a melhoria dos processos internos. Ao adotar práticas sustentáveis, o setor funerário demonstra alinhamento com políticas públicas ambientais e com os princípios da responsabilidade socioambiental.
Boas práticas na gestão de resíduos funerários
A adoção de boas práticas é fundamental para minimizar os impactos ambientais das atividades funerárias, como ressalta Tiago Oliva Schietti. Essas práticas envolvem planejamento, capacitação profissional e investimentos em infraestrutura adequada. A padronização de procedimentos também contribui para maior controle e segurança.
Entre as principais boas práticas aplicadas ao setor, destacam-se:
- Classificação correta dos resíduos gerados;
- Armazenamento seguro e identificado;
- Destinação final conforme normas ambientais;
- Monitoramento de emissões e efluentes;
- Capacitação contínua das equipes envolvidas.
Essas ações, quando integradas à rotina operacional, reduzem riscos ambientais e fortalecem a atuação responsável do setor funerário.
Legislação ambiental e responsabilidade legal
O setor funerário está sujeito a diversas normas ambientais e sanitárias que regulam a gestão de resíduos. Essas legislações variam conforme o município e o estado, mas geralmente envolvem licenciamento ambiental, controle de resíduos perigosos e fiscalização periódica por órgãos competentes.
O descumprimento dessas normas pode resultar em sanções administrativas, multas e até interdição de atividades. Por isso, é fundamental que gestores e profissionais do setor conheçam a legislação aplicável e mantenham seus processos atualizados. A responsabilidade legal, nesse contexto, reforça a importância de uma gestão técnica e bem estruturada.
Sustentabilidade como caminho para a modernização do setor
No entendimento de Tiago Oliva Schietti, a incorporação da sustentabilidade à gestão de resíduos representa um avanço importante para a modernização do setor funerário. Iniciativas como a redução do uso de materiais poluentes, a adoção de tecnologias menos agressivas ao meio ambiente e a implementação de sistemas de controle ambiental indicam uma mudança de postura do setor.
Além disso, a sustentabilidade contribui para uma relação mais transparente com a sociedade. Ao demonstrar preocupação com o impacto ambiental de suas atividades, o setor funerário se aproxima das expectativas de uma população cada vez mais consciente e exigente em relação às práticas ambientais.
O papel da qualificação profissional na gestão ambiental funerária
Por fim, para Tiago Oliva Schietti, a gestão de resíduos e o controle do impacto ambiental dependem diretamente da atuação dos profissionais envolvidos. A falta de capacitação pode comprometer procedimentos, gerar riscos e resultar em falhas no cumprimento das normas. Por isso, a qualificação profissional é um elemento central nesse processo.
Treinamentos específicos, atualização constante e conscientização ambiental fortalecem a atuação das equipes e garantem maior eficiência na gestão de resíduos. Profissionais bem preparados contribuem não apenas para a segurança operacional, mas também para a construção de um setor funerário mais responsável, moderno e alinhado às exigências ambientais atuais.
Autor: James Smith