Tal como elucida Elias Assum Sabbag Junior, empresário e especialista em embalagens plásticas, a escolha de uma embalagem precisa considerar muito mais do que o custo ou a aparência do material. Resistência, proteção contra umidade, facilidade de manuseio e possibilidade de reutilização são fatores que podem determinar o desempenho durante o armazenamento e o transporte.
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Quando a umidade se torna um problema?
Um dos principais pontos de comparação entre plástico corrugado e papelão está na exposição à umidade. O papelão pode perder parte de sua resistência quando entra em contato com água ou permanece em ambientes úmidos por períodos prolongados. Já o plástico corrugado apresenta maior resistência à umidade, característica que pode favorecer sua utilização em operações sujeitas a essas condições. Essa propriedade pode ser relevante para empresas que precisam manter a integridade das embalagens mesmo diante de mudanças nas condições ambientais.
Essa diferença pode ser relevante em situações nas quais as embalagens passam por diferentes ambientes durante a movimentação. Armazéns, veículos de transporte e áreas de carga podem apresentar variações de temperatura e umidade que interferem no desempenho dos materiais. Quando existe esse risco, a resistência da embalagem precisa fazer parte do planejamento. Avaliar previamente essas condições permite definir uma solução mais compatível com as exigências enfrentadas ao longo do percurso.
Conforme destaca Elias Assum Sabbag Junior, isso não significa que o plástico corrugado seja automaticamente a melhor opção para qualquer produto. A escolha depende das características da operação e das exigências de cada cadeia logística. O ponto central é identificar se a embalagem conseguirá manter sua função durante todo o período de utilização. Peso da carga, tempo de transporte, forma de armazenamento e frequência de movimentação também devem participar dessa avaliação antes da definição do material.
E quando o transporte exige mais resistência?
O transporte submete as embalagens a diferentes esforços. Empilhamento, movimentação, impactos e manuseio constante podem provocar deformações ou danos, principalmente quando o recipiente não foi dimensionado para a carga que precisa suportar. Nesse cenário, a resistência mecânica do material ganha importância. Uma embalagem adequada precisa preservar sua estrutura sem criar dificuldades para as etapas de movimentação, armazenamento e distribuição.
Elias Assum Sabbag Junior aponta que o plástico corrugado pode apresentar boa resistência a impactos e perfurações, além de manter sua estrutura em diferentes situações de manuseio. Isso pode ser interessante para produtos que precisam circular várias vezes entre diferentes pontos da operação, reduzindo a necessidade de substituição frequente da embalagem. A durabilidade também pode favorecer operações nas quais os recipientes são submetidos a movimentações sucessivas antes de retornar ao ponto de origem.
A reutilização pode mudar a escolha?
Uma diferença importante aparece quando a embalagem precisa cumprir mais de um ciclo de utilização. O papelão é frequentemente associado a aplicações de uso único, enquanto determinadas soluções produzidas em plástico corrugado podem ser utilizadas novamente quando o projeto, a operação e as condições de conservação permitem. Essa característica pode ser aproveitada em processos nos quais as embalagens retornam ao ponto de origem após a entrega dos produtos.
De acordo com Elias Assum Sabbag Junior, a possibilidade de reutilização pode modificar a análise de custo. Em vez de considerar somente quanto a empresa paga por uma embalagem, torna-se necessário observar quantas vezes ela poderá ser utilizada e quais despesas estão envolvidas em armazenamento, retorno, limpeza e manutenção. Esse cálculo permite avaliar o custo por ciclo e verificar se a reutilização apresenta vantagens dentro da realidade financeira e operacional da empresa.
Esse modelo é especialmente relevante em operações com fluxos recorrentes entre fornecedores, fábricas e centros de distribuição. Quando existe uma logística de retorno organizada, uma embalagem mais resistente pode desempenhar sua função durante diferentes ciclos e participar de uma estratégia operacional mais duradoura. Para isso, é necessário estabelecer procedimentos que garantam o recolhimento, a conservação e a reinserção dos recipientes no processo.